sábado, 19 de maio de 2012

Lidando com A Dúvida - Parte I

Por Regina Drumond

As energias que se opõem à Luz podem criar confusão dentro da mente,
causando a dúvida sobre o que é ou não é verdadeiro, o que é real ou não.
Isto não seria um problema significativo se o assunto fosse periférico à
própria identidade ou às crenças centralmente mantidas.


Entretanto, quando a dúvida ocorre em uma área central da psique ou da
vida, então isto pode ameaçar destruir a paz da mente e pode criar uma
necessidade obsessiva por encontrar uma resposta para a questão colocada em
dúvida. Energias de oposição, entretanto, não podem criar o mesmo tipo de
confusão nas camadas mais profundas do coração, onde residem os valores da
alma. Por esta razão, aqueles com mentes em apuros, mentes agitadas ou
hiperativas com prós e contras sobre o que considerar como verdadeiro,
precisam buscar o coração como um lugar de refúgio.


Há um tipo de dúvida que é saudável e útil e há também um tipo influenciado
pelas energias da oposição. O primeiro ocorre, por exemplo, na investigação
científica, onde a dúvida tem uma posição de importância, levando a
hipóteses que podem ser aceitas ou rejeitadas. O processo de investigação
requer a dúvida como uma parte inerente do que o move para frente. A dúvida
influenciada pelas energias negativas é muito diferente. Ela cria um drama
na mente que pode ser de grande turbulência. Seu cenário mantém os muitos
pensamentos que apresentam crenças de diferentes tipos e pontos de vista
alternativos para a consciência. Dúvidas deste tipo, quando leves, podem
geralmente ser toleradas, especialmente quando os riscos pelo não
conhecimento não são muito elevados. Entretanto, quando a dúvida diz
respeito às ações cujas conseqüências levam a decisões importantes na vida,
ou quando se trata de crenças ou valores mantidos mais fundamentalmente – a
base mínima em que uma vida pode ser construída – então a presença da
dúvida pode ser sentida como um tormento. Na verdade, as energias opostas à
luz podem criar tormento mental deste tipo e torna-se crucial, portanto,
saber como sair do drama da dúvida e buscar a paz e o conhecimento interior
do coração e as suas verdades mais fundamentais.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Entrevista no programa Vida e Saúde

http://www.youtube.com/watch?v=XVcQwiIfjvo

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O QUE É A MENTE?

O que é a mente?


Alguns pensam que a mente é o cérebro ou qualquer outra parte ou função do corpo, mas não é verdade. O cérebro é um objeto físico que pode ser visto, fotografado ou submetido a uma cirurgia.
A mente, por outro lado, não é algo material. Ela não pode ser vista com os olhos nem fotografada ou operada. Portanto, o cérebro não é a mente, mas apenas uma parte do corpo.
Não há nada dentro do corpo que possa ser identificado como sendo nossa mente, porque nosso corpo e mente são entidades diferentes. Por exemplo, às vezes nosso corpo está descontraído e imóvel, e a mente em plena atividade, movendo-se rapidamente de um objeto para outro. Isso indica que nosso corpo e mente não são a mesma entidade.
Nas escrituras budistas, nosso corpo é comparado a uma hospedaria, e a mente, ao hóspede que ali reside. Quando morremos, a mente deixa o corpo e vai para uma próxima vida, como um hóspede que sai de uma hospedaria e vai para outro lugar.
Se a mente não é o cérebro nem outra parte qualquer do corpo, o que ela é? A mente é um continuum sem forma, que tem como função perceber e entender os objetos. Sendo, por natureza, algo sem forma, ou não corpóreo, ela não pode ser obstruída por objetos físicos.
É muito importante conseguir distinguir estados mentais agitados de estados mentais pacíficos. Como explicado no capítulo anterior, os estados mentais que perturbam nossa paz interior, como raiva, inveja e apego desejoso, são denominados ‘delusões’ e são as principais causas de todo o nosso sofrimento.
Talvez pensemos que nosso sofrimento seja provocado por outras pessoas, pela falta de condições materiais ou pela sociedade, mas, na realidade, ele vem dos nossos próprios estados mentais deludidos. A essência da prática espiritual consiste em reduzir e, por fim, erradicar totalmente nossas delusões, substituindo-as por paz interior permanente. Esse é o verdadeiro significado da nossa vida humana.
O ponto essencial que aprendemos ao entender a mente é que a libertação do sofrimento não pode ser encontrada fora da mente. A libertação permanente só pode ser alcançada por meio da purificação da mente. Sendo assim, se quisermos nos livrar dos problemas e alcançar paz duradoura e felicidade, precisamos aumentar nosso conhecimento e compreensão da mente.
Extraído de Transforme sua vida por Venerável Geshe Kelsang Gyatso

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Compreendendo nossa Realidade



Precisamos a cada dia compreender a realidade do complexo sistema da vida como um todo, o envolvimento de uns com os outros, suas razões, conseqüências, possibilidades e naturais responsabilidades para que possamos alcançar nossos objetivos envolvidos em paz e satisfação, promovendo o crescimento próprio e coletivo, ao cumprir nosso verdadeiro e imperceptível propósito de vida.

O desconhecimento desse propósito provoca muitas fragilidades em nossas defesas energéticas, e conseqüentemente físicas, e assim nos tornamos presas fáceis de energias que não nos pertencem, mas, que por afinidade na sintonia vibratória, acabam por alterar nosso comportamento nos diversos setores da vida diária, trazendo resultados indesejáveis para nossa realização pessoal, imediatamente nos aspectos individuais, e conseqüentemente, nas relações interpessoais.

São numerosos os efeitos que se pode observar nos ambientes de trabalho, assim como também no doméstico e social, resultantes de perturbações que envolvem os seres humanos, comprometendo os objetivos finais da vida de cada um, provocando situações de conflito e sofrimento, estresse, angústia, depressão, e finalmente a temida “doença”.

Dentre eles, como conseqüências mais freqüentes e conhecidas, podemos citar: o cansaço constante, a permeabilidade aos conflitos, a irritabilidade, a insônia, a mudança de comportamento, a agressividade, o desânimo, a desmotivação, a insubordinação, as faltas constantes, o alcoolismo, as drogas, as doenças freqüentes. E tudo isso nada mais é do que o reflexo no corpo daquilo que se passa na mente.

A recuperação momentânea do nível positivo de energia, através dos métodos tradicionais disponíveis e fartamente oferecidos, resolve apenas temporariamente o problema, pois as causas permanecem.

O mais importante é encontrar para cada um de nós, uma forma permanente de geração, e preservação de um elevado padrão vibratório a ser adotada no dia-a-dia, que nos permita dirigir nossas vidas, e conquistar nossos objetivos pessoais.

Conseguimos isso através do autoconhecimento, pois assim, poderemos produzir bons pensamentos e alcançar o equilíbrio mental e a harmonia energética, que são os principais ingredientes para realização de todos os acontecimentos na vida de cada um, assim como no mundo à nossa volta. Pensamentos corretos, e promovedores de compreensão, equilíbrio, paz, sucesso, felicidade e saúde, superam situações de desgaste do padrão energético individual, que provocam a desarmonia em todos os níveis.


Entretanto, toda a dificuldade que podemos encontrar, para realizar nossos objetivos, se baseia em algo muito pequeno, mas, de um poder imenso: não acreditar que podemos. Aprendemos a acreditar na nossa impossibilidade. Essa crença vem de muito tempo, desde o desenvolvimento da fala humana. Mas, nós podemos mudar isto.
A mudança precisa ocorrer de dentro pra fora.
Acreditar em si mesmo é o primeiro passo a ser dado.
Acredite, e inicie seu processo de mudança.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Introdução - O dia da Mudança - Parte II

De que adianta ter tanto conhecimento a respeito de variados assuntos que ocorrem à nossa volta, se nada sabemos sobre nós
mesmos. A menos que não  desejemos mudança  alguma, o  que
deixa a mente relaxada em sua zona de conforto.
Nossa mente precisa ser desafiada, precisa de movimento e
uma das maneiras de conseguirmos isso é diante de uma mudança
de comportamento, da busca por si mesmo.
Deslocar-se  do  dia-a-dia muitas  vezes  congestionado  e
mergulhar na essência de ser, apenas ser. O que ajuda em muito
até para compreensão pessoal de “onde estar e para onde ir”. E o
mais importante: como fazê-lo.
Quando mergulhamos  nessa  busca,  invariavelmente,  nos
deparamos com crenças antigas que em muito prejudicam o nosso
crescimento pessoal.
E a briga é grande! Por  isso a dificuldade encontrada por
muitos que insistem em permanecer apegados às crenças. Assim,
também, surge uma das principais dúvidas: onde me encaixo?
Só saberemos isso quando nos voltarmos para nós mesmos,
pois como disse anteriormente, sabemos tanto a respeito de tantas
coisas, e tão pouco a nosso respeito.
O desafio é esse: conhecer para mudar.